
No contemporâneo, não é mais o pai que proíbe, mas o mercado que incita.
Byung-Chul Han observa que vivemos numa sociedade do desempenho, onde o “você pode” substituiu o “você deve”. Lacan já advertia: a liberdade total de gozar é, na verdade, uma nova forma de comando.
O sujeito se torna escravo da própria potência, sempre insuficiente frente ao ideal do “mais”: mais rápido, mais produtivo, mais feliz.
A lógica contemporânea não oprime pela interdição, mas pela saturação.
E o mais perverso? Chamam isso de liberdade.
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